Gostava de ainda saber escrever como outrora. Quando as minhas palavras, embora marcadas pela dor, formavam textos bonitos. Textos que eu conseguia escrever a qualquer segundo, sem que tivesse de esperar pela inspiração, porque toda ela já era eu. É como digo tantas vezes: não sei escrever textos de amor. Não fui feita para conseguir exprimir o sentimento mais belo que existe. Posso dizer que és como as ondas do mar: infinito. Posso dizer que és como o sol e aqueces aquilo que de mais gélido há em mim. Posso dizer mil e uma coisas, e, no entanto, nenhuma delas exprime correta e exatamente aquilo que realmente paira no meu engenho. Talvez seja isso... o infinito não me pertence, o controlo escapa das minhas amarras e eu não consigo agarrar nada. Nada. Nem mesmo tu. Só me resta esperar que fiques.
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