"eish, eu amo-te mesmo..."
As palavras fluíram, o silêncio falou, gostei de ouvi-lo, senti-lo verdadeiro. Parecia tudo como um embalo teu em que me deixei levar, fui controlada pelo teu sussurrar, fui atraída pelo medo de que me deixasses, fui possuída pelos teus lábios. As tuas mãos evolveram-me o coração gelado pela tua ausência, o teu sorriso de mel fez-me feliz por breves segundos, a tua voz harmoniosa continuava a chamar por mim e o desejo falou mais alto. Triunfante e orgulhoso aceitou todas as nossas promessas, reflectiu nos nossos olhos um brilho como nos contos de fadas, e preencheu-nos com aquele sonho tornado realidade. E é esta frase que revejo na minha cabeça mil e uma vezes, quando sufoco de medo e vergonha, quando tudo para além do que sinto por ti se apodera de mim, quando te vejo partir, quando me fazes largar-te a mão, quando me deixas no inicio do fim ao ponto de desistir do amanhã. Então, a tua voz aparece no silêncio, meu menino e soa como uma melodia repetitiva que jamais me irei cansar de ouvir.
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